terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Guerra de Kosovo

A Guerra de Kosovo
A partir de 1998, os conflitos passam a desenrolar na região de Kosovo, habitada predominantemente por população de origem albanesa (90% dos dois milhões de habitantes) e que, desde 1989, tinha perdido parte da autonomia em relação ao poder central iugoslavo, como o direito ao ensino em língua albanesa e a uma polícia própria.
Para fazer frente ao crescimento do movimento separatista armado, liderado pelo ELK (Exército de Libertação de Kosovo), o então presidente da Iugoslávia Slobodan Milosevic, contra-atacou com violência a região de Kosovo.
Alegando combater os separatistas e defender a integridade do país, promoveu um massacre à população  civil. Em 1999, a OTAN negociou com a Iugoslávia o fim do conflito e a volta da autonomia de Kosovo. Diante da recusa iugoslava, as tropas da OTAN lançaram um intenso ataque ao país. A guerra de Kosovo terminou após 78 dias de bombardeios liderados pelos Estados Unidos.
Essa ação, classificada pelo governo norte-americano de "defesa humanitária", não foi decidida no âmbito do Conselho de Segurança da ONU, constituindo, portanto, um desrespeito às normas internacionais.
Num sinal claro de que a solução para os problemas étnicos era bastante complexa, o Parlamento da Iugoslávia, com o acompanhamento da União Européia, aprovou em fevereiro de 2003, a Constituição do novo Estado da Sérvia e Montenegro. Nesse novo Estado, a diplomacia e a segurança são conjuntas, mas tanto Sérvia como Montenegro têm grande autonomia, a ponto de cada um ter o seu Banco Central. Sob pressão de Montenegro, que queria independência total, ficou acertado que cada república realizará, em 2006, um referendo para decidir se continuam unidas.



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